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Foi em 1999 que iniciámos o nosso projeto, acreditar nas potencialidades do setor agroalimentar português, apostando nele. Hoje, em parceria com os nossos clientes ― e porque também eles acreditam ―, estamos convictos de que já contribuímos para o reforço da sua competitividade, valorização e inovação, é esse o nosso permanente desejo.

15 Out. 2018

CONTAR HISTÓRIAS PARA GANHAR CREDIBILIDADE

Todas as empresas têm mais do que produtos ou serviços para vender. Têm uma mão-cheia de histórias para contar. Cada empresa é fruto do esforço de quem as criou, matéria feita de ambições e nascida à força de uma ideia de negócio que vingou porque as circunstâncias eram ‘aquelas’, as oportunidades foram ‘estas’ e o fado ou destino, conforme lhe queiram chamar, trouxe ‘aqueloutro’ que faltava. Uma história diferencia, dá alma ao produto e à marca, adoça a curiosidade ao consumidor e ainda lhe dá que pensar.
Uma história é valor acrescentado. Mas o retorno só é garantido se a mesma chegar ao público-alvo e de forma apelativa, inspiradora. Se for contada em meios de comunicação social (incluindo os novos social media) credíveis, com cuidado e uma abordagem positiva que suscite emoções e crie laços. Que fique a ressoar, seja partilhada e se cole ao produto ou ao serviço oferecido.
Contudo, é preciso saber, em primeiro lugar, que mensagem passar. Nem tudo o que reluz é ouro e nem todas as narrativas merecem ser contadas. Há que escolher as boas e as que impactam positivamente os consumidores. E essas têm de partir de uma estratégia de comunicação activa por parte das empresas. Como queremos ser vistos no mercado? Que histórias queremos que contem de nós? Onde queremos aparecer? Ao lado de quem queremos estar? Com que valores?
Num tempo em que os consumidores são cada vez mais exigentes para com as marcas, exigindo-lhes autenticidade e transparência, a forma como marca/empresa se apresenta no espaço mediático deve ser objecto de uma abordagem profissional. Que inclua a definição de uma história consistente e inspiradora; a mediatização de momentos importantes na vida da marca e da organização (desde logo, enunciados num plano de comunicação estruturado durante um determinado período, por exemplo, anual); o relacionamento próximo e proactivo com os media e jornalistas-chave, que acompanham o sector de atividade e têm interesse pela área; a produção e divulgação periódica de informação sobre a insígnia e a empresa, nomeadamente através de comunicados de imprensa e/ou da dinamização de eventos e outras iniciativas.
Apesar da disciplina da assessoria mediática e das relações públicas já ter mais de um século de vida, ainda hoje é uma área incompreendida, que dá azo a confusões conceptuais, nomeadamente com o campo da publicidade. Uma coisa não é outra, embora se complementem. Costuma-se dizer que, se a publicidade traz notoriedade, a assessoria mediática permite ganhar credibilidade. Segundo Michael Levine, autor do clássico Guerilla PR, «dependendo da forma como medimos e monitorizamos, um artigo é 10 a 100 vezes mais valioso do que um anúncio publicitário». Um estudo sobre a forma como o conteúdo impacta o processo de tomada de decisão dos consumidores, realizado pela consultora Nielsen, concluiu que um comunicado de imprensa, enviado às redacções e divulgado pelos media, é mais eficaz do que um anúncio, gerando em média mais 88% de familiaridade para com a marca.
Se a publicidade é paga aos media (através de anúncios publicitários ou da divulgação do produto e da empresa em espaços reservados para esse efeito, como publirreportagens ou dossiês publicitários), a assessoria mediática permite ganhar esses media. Consegue persuadir os jornalistas e editores a escrever uma – ‘a’ – história de um determinado produto, marca ou empresa de forma positiva, ao lado de outras notícias, num espaço editorial de uma revista, jornal, estação de televisão ou site. Naturalmente que o conteúdo publicado apenas depende do jornalista. Mas quanto mais frequente for a interacção com este profissional e mais impactante for a narrativa a contar, maior persuasão uma empresa/marca poderá exercer. Não há como ignorar o poder de uma boa história. E o sector agrícola está cheio delas.
 
Joana Madeira Pereira
Comunicação & Media Relations
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