A Terraprojectos...
Foi em 1999 que iniciámos o nosso projeto, acreditar nas potencialidades do setor agroalimentar português, apostando nele. Hoje, em parceria com os nossos clientes ― e porque também eles acreditam ―, estamos convictos de que já contribuímos para o reforço da sua competitividade, valorização e inovação, é esse o nosso permanente desejo.

15 Nov. 2018

REPACKAGE, A OPORTUNIDADE QUE EXIGE CRIATIVIDADE

Há já algum tempo que se fala sobre a importância de repensar o packaging. Tema de inúmeros artigos, debates e notícias é, cada vez mais, uma preocupação transversal aos vários sectores, para além do agroalimentar. A batalha contra o plástico é hoje mais real, não só na consciência dos consumidores, mas também dos distribuidores. E os produtores estarão a considerar esta urgência nas suas estratégias de marketing?
 Na perspectiva do consumidor, na hora de escolher os alimentos, o paradigma mudou. Cada vez mais piscamos o olho a produtos que se olham – pesam, sentem e cheiram - a olho nu. Queremos adquirir produtos à medida das nossas necessidades, sem enchermos, para além do nosso frigorífico e da nossa despensa, a nossa reciclagem. Na perspectiva da distribuição, assistimos, não só à implementação de conceitos que cada vez mais nos conduzem por uma experiência de consumo mais “genuína” e transparente - como as lojas a granel, lojas especializadas que se têm vindo a afirmar assentes no princípio da sustentabilidade, muitas vezes, aliadas aos produtos biológico (Mongu, Granel, Sabor & Saúde, Grão a Grão, Maria Granel, são apenas alguns desses exemplos), como também à adaptação dos grandes distribuidores, os super e hipermercados que, com base nesta visão, desenvolvem iniciativas que vão muito para além do corte nos sacos de plástico, como o reenchimento de garrafas de água na loja; a venda de descartáveis ecológicos, feitos de materiais naturais; a aposta na venda a granel, essencialmente no caso específico dos hortofrutícolas, “enquanto estudam novas soluções para o futuro”, afirmam algumas das insígnias.
 Para os profissionais de marketing e comunicação, para as empresas produtoras que pretendem disponibilizar e diferenciar os seus produtos, o desafio aumentou, ainda mais quando falamos no sector hortofrutícola. Se por um lado a embalagem continua a assumir-se como um elemento-chave para o sucesso dos alimentos no mercado - é uma das responsáveis pela comunicação entre a marca e o consumidor final e para além disso também desempenha um papel importante na protecção e na melhor conservação dos alimentos e seus nutrientes, protegendo-os contra adversidades e fenómenos climáticos que reduzem a sua vida útil - por outro lado, sente-se que a sustentabilidade assume cada vez maior protagonismo, a par da qualidade e da origem dos produtos que consumimos. Se os produtores têm consciência desta necessidade ou oportunidade? Cremos que têm, assim como nós, enquanto profissionais desta área, temos a noção de que são ainda poucas as alternativas ao plástico, para além da aposta no cartão, ainda mais quando nos deparamos com quantidades relevantes. O que só reforça a necessidade de, em conjunto com os produtores, e com os fornecedores de packaging, sermos cada vez mais criativos na identificação de alternativas, numa reflexão real e estratégica sobre o repackage.
 
Gisela Pires
Marketing & Comunicação
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.